• Paloma Piccinini

O Natural Processo do Envelhecimento Feminino Versus a Cultura do Age Shaming

De uns tempos para cá, me descobri incomodada. E não digo pela presença de rugas, pelos fios brancos ou sequer pela textura da pele que começa a apresentar os sinais dos meus 35 anos (quase 36). Mas sinto-me incomodada pela falta de um diálogo real, aberto e honesto.

Percebo que entre tantas falas de empoderamento ainda paira no ar uma objeção quando falamos sobre envelhecimento, principalmente o feminino.


A fala midiática que hoje preconiza e enaltece a beleza jovial não faz questão de tratar com naturalidade e leveza a passagem do tempo. Na verdade, por vezes vemos por aí termos como “combate ao envelhecimento”, “anti rugas”, “anti idade” associados a muitos produtos da indústria de beleza e cosméticos.


E, claro, sem esquecer da própria pressão social que acaba sendo mais percebida por aquelas que estão sob os holofotes. Afinal, comentários como: “ela não se veste conforme a idade”, “esse tipo de comportamento não condiz com a sua idade” são corriqueiros quando scrollamos alguns perfis em redes sociais.


No entanto, é inegável que existe sim uma certa camaradagem, inclusive como uma melhor aceitação quando se fala sobre o processo de envelhecimento masculino. Este em alguns casos acaba se mostrando muito mais benevolente.

Sentir vergonha, ou até mesmo lamentar a chegada da idade, não se trata de algo incomum, especialmente para nós mulheres que nos pegamos muitas vezes influenciadas pela cultura que exalta a juventude.

Já presenciei a seguinte cena - como já a vivi - em que perguntada sobre a idade uma amiga responde e imediatamente você percebe aquele silencioso pedido de desculpas ecoando por sua mente. Inerentemente o desconforto está no ar.

E, claro, sem contar a própria tentação em parecermos jovens que se faz presente de maneira constante e diária, perceptível inclusive na quantidade de filtros encontrados em Stories de Instagram, Snapchat e afins, e cuja maior habilidade é justamente suavizar os indícios do tempo, o filtro da #KylieJenner virou febre entre todas.


O sentimento por trás disso é chamado de age shaming - quando existe julgamento atrelado ao envelhecimento levando ao sentimento de vergonha e até lamento - que começou a ganhar mais visibilidade e com isso mais vozes femininas vem se pronunciando para abrir espaço para uma reflexão sobre o processo natural que é envelhecer.

Em recente artigo publicado pela Sallve, Mari Inbar fala sobre outro movimento que vem ganhando força onde mulheres buscam a inclusão e o fim de uma linguagem que vilaniza todo o processo de envelhecimento. Aliás, fala também sobre o impacto que o uso de termos como “anti idade” causam na saúde mental do público.

É preciso tratar com naturalidade e carinho um processo que simplesmente faz parte da evolução humana.

Indo ao encontro deste pensamento vem a proposta feita por Vânia Goy que nos convida a repensar uma mudança no paradigma: se ao invés de discutirmos o combate ao envelhecimento falássemos sobre como alcançar a longevidade? Num primeiro momento pode até não ser perceptível, mas mudando a maneira como apresentamos o conceito, muda completamente a maneira de conduzir o diálogo.

E vejam bem, o intuito desta conversa não é para dizer “abaixo os procedimentos estéticos”, “diga não ao retinol, vitamia C e afins”.


Eu sou verdadeiramente fã da ideia de envelhecer com graciosidade. Venho cada vez mais abraçando a chegada – sem neuras – dos meus fios brancos. Não renuncio o uso de um bom botox, assim como já fiz uso de preenchimentos e todos os dias me deleito realizando a minha rotina de skincare.


Acredito que a saúde, bem estar – leia-se aqui também auto estima - caminham lado a lado e fazem parte do rol de ferramentas que alimentam o empoderamento feminino. Faça o que te faz bem e seja feliz! É nisso que acredito.

Com isso quero dizer que o que precisamos fazer é trazer mais leveza e um novo olhar sobre a maneira como encaramos a longevidade feminina.

Por isso comecei a procurar por mulheres que compartilhassem essa mesma visão e com as quais pudesse me identificar num lugar de representatividade.

Tenho acompanhado a Jo Moura que fez um relato sobre o seu processo de abraçar com receptividade as pequenas marcas que começaram a surgir. Assim como a belíssima Consuelo Blocker que com sua jovialidade nata compartilha o seu dia a dia, mostrando inclusive que blogar não tem idade. E mais uma vez falo sobre a Vânia Goy que é outra adepta ao convívio sadio e sem neuras dos fios brancos.

Por isso quero dizer: Existe uma história impressa nessas marcas deixadas pelo tempo. Orgulhe-se.

Com isto, gostaria de convidá-las a fazerem uma reflexão sobre como tem sido o seu processo de enxergar a maturidade, quais os desafios, os aprendizados que você vem encarando. E quais suas perspectivas para viver uma vida feliz e longínqua.


Compartilha aqui comigo nos comentários e vamos abrir espaço para construir uma rede não só de apoio, mas vamos difundir essa visão sobre viver uma vida em busca de uma longevidade saudável e feliz!




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